Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

ERA UMA VEZ O LOBO IBÉRICO

Mäyjo, 24.09.19

81576145-8293-4568-8133-13a187127f02.jpg

 

 
Sabias que ainda existem Lobos em Portugal? E sabias que, se não os protegermos, eles vão desaparecer?
O nosso país é a casa de um grande carnívoro, e para alguns, isto ainda pode soar assustador. Mas não devia ser.
O projeto Euro Large Carnivores tem como objetivo melhorar a coexistência com os grandes carnívoros que ainda habitam a europa, e acreditamos que isso só é possível através da educação, comunicação e cooperação entre fronteiras.
 
Aumentar o conhecimento acerca do lobo ibérico e das boas práticas nas actividade relacionadas com a espécie pode traduzir-se numa boa convivência com estes animais, garantindo a sobrevivência da espécie.
À luz do projeto, convidamos todos a partilharem as suas práticas de convivência com este carnívoro para que a população se mantenha informada e saiba o que fazer para coexistir em harmonia com um animal que é essencial à manutenção do ecossistema envolvente. 

LAGOA PEQUENA: UM EXEMPLO DA APLICAÇÃO DAS LEIS EUROPEIAS QUE PROTEGEM A NATUREZA

Mäyjo, 13.01.17

lagoapequena_SAPO

Locais como a Lagoa Pequena apenas existem porque as diretivas europeias das aves e habitas protegeram estes paraísos. Mas elas podem estar em risco.

 

Situada em Sesimbra, a Lagoa Pequena é um local privilegiado de convívio com a Natureza, que pertence à Rede Natura 2000 e possui espécies emblemáticas como o camão, a garça-vemelha, a lontra, ou a rara planta ameaçada Armeria rouyana.

Este hotspot de biodiversidade dispõe de infraestruturas pensadas para a observação de aves, caminhadas curtas e piqueniques. É um local fechado mas que, através da aquisição de um bilhete com um preço simbólico, permite ao visitante passear e usufruir do convívio com a Natureza.

No entanto, segundo avisam organizações como a SPEA (Sociedade Portugal para o Estudo das Aves), Quercus ou LPN (Liga Portuguesa da Natureza), locais como este estão em risco. “A Comissão Europeia quer alterar as leis que protegem a Natureza. O que vai mudar ao certo ninguém sabe, mas sob o pretexto da crise económica sabemos que as alterações não serão favoráveis ao ambiente”, explicam as entidades.

Estas organizações fazem parte da denominada Coligação C6, plataforma de ONG de Ambiente portuguesas, que dinamiza em Portugal a campanha SOS Natureza.

Segundo o texto conjunto, o pretexto da actual conjuntura económica poderá fazer com o estado da Natureza a médio prazo na UE seja “dramaticamente afectado”. “Estas leis são vitais à conservação da Natureza e sem elas o ambiente deixará de ser como o conhecemos”.

Um paraíso na terra

A Lagoa de Albufeira, é constituída por três lagoas: a Grande, a pequena e a da Estacada e faz parte do concelho de Sesimbra, freguesia do Castelo. Rodeada por um pinhal, esta Lagoa é alimentada pela água doce das ribeiras da Apostiça, Ferraria e Aiana e pela água salgada do mar, quando o cordão dunar é aberto, normalmente à sexta-feira santa, ou perto da Páscoa.

Reserva Ecológica Nacional desde 1987, esta é uma zona de protecção ambiental e, por isso, tem vindo a crescer como habitat de várias espécies, como aves, mamíferos e anfíbios, sendo hoje um ponto de birdwatching com uma procura significativa. A lagoa Pequena e a lagoa da Estacada são classificadas como Zona de Protecção Especial (ZPE), Sitio de Interesse Comunitário e Sítio Ramsar e têm também excelentes condições para a prática de vela, windsurf, kitesurf e canoagem. A zona do mar é também muito procurada na época balnear como praia e para a prática de surf e bodyboard.

“A zona da ZPE é uma zona essencial a toda a Lagoa e a sua importância vai desde ser parte do ecossistema, passando pela sensibilização ambiental que faz chegar às pessoas até aos benefícios económicos que trás a todos nós, que vivemos e trabalhamos nela”, diz Rui Meira, proprietário da Escola Meira Pro Center. “É demasiado óbvio o interesse que um local privilegiado destes pode trazer ao nosso concelho, sem esquecer que está a poucos quilómetros de Lisboa”.

Actualmente, encontra-se a decorrer uma consulta pública na Europa para saber o que os cidadãos pensam em relação às leis que protegem o ambiente e locais como este. A consulta estará online até 24 de Julho e os cidadãos podem participar em www.naturealert.eu.

Foto: Ana Meirinho / SPEA

Aves marinhas protegidas do Mediterrâneo estão a ingerir cada vez mais plástico

Mäyjo, 04.02.15

Aves marinhas protegidas do Mediterrâneo estão a ingerir cada vez mais plástico

A poluição produzida através do plástico está a afectar cada vez mais os ecossistemas marinhos e pode ter vários efeitos nocivos De acordo com um estudo recente, além dos animais marinhos, também as aves marinhas do Mediterrâneo estão a ingerir plástico.

Frequentemente, as tartarugas, os mamíferos marinhos e agora também as aves, ingerem pedaços de plástico acidentalmente – porque confundem os objectos de plástico com potenciais presas. Estes fragmentos podem ferir ou obstruir o sistema digestivo destes animais ou libertar químicos tóxicos, que têm efeitos nocivos na saúde dos animais do ecossistema marinho do Mediterrâneo.

O mar Mediterrâneo é um local propenso ao risco causado pelos plásticos devido às grandes áreas industriais localizadas na costa da região.

Este estudo é o primeiro a analisar a ingestão de plástico por parte das aves marinhas do Mediterrâneo. Os investigadores recolheram cerca de 171 animais que ficaram acidentalmente presos nas redes dos barcos de pesca e acabaram por morrer, entre Maio de 2003 e Junho de 2010, ao longo da costa Catalã e da costa leste do Mediterrâneo. No total, foram recolhidas nove espécies diferentes. As aves foram dissecadas e o conteúdo dos estômagos foi recolhido e analisado.

Os resultados indicam que 113 aves, cerca de 66%, tinham pelo menos um pedaço de plástico no estômago. O tamanho médio dos fragmentos era de 3,5 milímetros e tinham um peso médio de 2,26 miligramas. Pedaços de garrafas ou caixas de plástico foram os vestígios mais frequentemente encontrados, seguidos pelos sacos e embalagens.

A cagarra-do-atlântico foi a ave mais afectada, com cerca de 94% dos animais recolhidos acusarem a ingestão de plásticos. As três aves mais afectadas pela ingestão de plástico pertencem à lista de espécies em risco.

Foto:  epSos.de / Creative Commons